Os amantes das viagens podem confirmar: quando soam as 12 badaladas de um novo ano, há sempre o desejo de viajar mais. Um novo ano representa a oportunidade de planear as férias, comprar passagens aéreas, marcar, quem sabe, finalmente, aquela viagem de sonho. Com a chegada de 2020 não foi diferente. Até que a pandemia se tornou um problema global e o setor das viagens e do turismo foi atingido por um verdadeiro tsunami.

Aeroportos vazios, aviões em terra, fronteiras encerradas, viagens canceladas, hotéis sem hóspedes, cidades desertas. Medo de sair de casa, quanto mais do país. De repente, o mundo parecia um lugar estranho e distâncias que antes eram facilmente percorridas a bordo de um avião ficaram bem mais longas. As viagens passaram de algo rotineiro a uma atividade de risco.

Foi aterrador e belo ver as grandes capitais europeias sem turistas. Algumas cidades puderam “respirar” depois de anos de excessos causados pelo turismo de massa. As imagens dos canais de Veneza "limpos" correram mundo.

Veneza sem turistas
Veneza sem turistas créditos: ANDREA PATTARO / AFP

Nos quatro cantos do globo, o confinamento foi sendo realidade e a imaginação, tingida pelas cores do arco-íris, ajudou a construirmos um mundo confinado mais alegre. No SAPO Viagens, encontramos alento nas janelas dos nossos utilizadores, enquanto aguardávamos que fosse possível voltar a fazer as malas.

Quem faz das viagens vida teve de deixar tudo em suspenso e voltar para casa. E até hoje ainda não há uma data certa para dizer quando o cenário voltará a ser como antes, mas a esperança começa a ser alimentada com o início dos planos de vacinação por este mundo fora.

A Daniela e o Bruno, autores do projeto Circum-Mundum, tiveram de regressar a casa, vendo cancelado o plano de ficar oito meses a viajar pela Ásia. Em menor e maior escala, essa foi a realidade de muitos viajantes.

Até que chegou o verão e, com ele, um novo alento para as viagens. A reabertura de fronteiras na Europa causou alguma polémica e as imposições de quarentenas e restrições não estimularam as viagens externas, continuando, assim, a crise sem precedentes na aviação.

Em 2020, Portugal foi o destino possível para a maioria das pessoas. Muitas aproveitaram para redescobrir o país, que ainda envergava o título de Melhor Destino do Mundo pelos World Travel Awards, apoiando, desta forma, o turismo nacional.

Foi bonito de ver como os viajantes se esforçaram para mostrar a riqueza das paisagens lusas e os lugares menos conhecidos. Roteiros para explorar Portugal não faltaram.

10 fotografias que o vão convencer a  fazer a Rota Vicentina a pé
A Marta e o João percorreram a Costa Vicentina a pé créditos: Marta Durán

Houve espaço para tudo: das caminhadas às roadtrips, do glamping às voltas de bicicleta, da Estrada Nacional 2 à Costa Vicentina, sem esquecer Açores e Madeira que estão entre os destinos mais pesquisados do ano no SAPO Viagens. Continuamos também a seguir os passos do Andarilho por lugares portugueses pouco explorados, de aldeias abandonadas a serras desconhecidas.

Mas a história de amor com Portugal que vivemos no verão foi, rapidamente, apagada com o início da segunda vaga da COVID-19. Mais violenta e mortífera. Sem confinamento total, mas com muitas restrições nas deslocações, o que nos impediu de usufruir a beleza do outono, que, ainda assim, foi sendo captada por alguns viajantes. Também este inverno vai ser marcado pela necessidade de continuarmos em casa, cumprindo as regras, para que, quem sabe, possamos planear uma bela viagem com a chegada da primavera.

Enquanto isso, porque não conhecer histórias de viagens incríveis que deram livros? Como a do Rui, que passou por grandes peripécias em dezenas de países, a do Fábio, que percorreu sozinho o Pacific Crast Trail, ou a do Dean e da gata Nala, que estão a dar uma volta ao mundo de bicicleta. Ainda tivemos a sorte de seguir de boleia com a Marta que nos esteve a contar como foi viajar por África em plena crise pandémica.

Sabemos que os viajantes aí deste lado estão ansiosos para voltar a ter o mundo na palma das mãos – sem álcool gel e máscara, de preferência. Sabemos também que, mais tarde ou mais cedo, vamos voltar a viajar sem restrições e deixamos o apelo para fazê-lo de forma mais consciente e sustentável.

Não se esqueçam: quando soarem as 12 badaladas de 2021, peçam muitas viagens e saúde para todos. É o precisamos para voltar a sentir o gosto da liberdade. Até lá, continuamos a sonhar com as próximas aventuras no SAPO Viagens.

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