A história da arquitetura do “Solar das Arcas” é extremamente rica. Erguido entre os séculos XVII e XVIII, o palacete foi desenhado pela escola de Nicolau Nasoni. Atualmente continua como propriedade da família Pessanha (descendentes do Almirante Pessanha) e está aberto ao público sobe a forma de uma Quinta de Turismo Rural composta por Apartamentos T0 e T2 "Mountain Deluxe", jardins exteriores, piscina, pomar e horta biológica.

O “Solar das Arcas” destaca-se, sobretudo, pelo charme da construção. Os salões, a capela privativa, a piscina a céu aberto, as cozinhas tradicionais e a decoração muito característica conseguem agradar a quem o visita. O espaço foi redesenhado pelo Arquiteto José Bernardo Távora e está inserido numa paisagem envolvente de natureza agrícola e florestal ainda em produção, a qual é possível visitar, mediante marcação.

Francisca Pessanha, responsável pelo espaço refere “este solar, situado no centro da aldeia de Arcas, perto de Bragança, é um exemplo de uma casa construída nos Séc. XVII e XVIII e, pertence, à minha família Pessanha, descendente do genovês Pessanha que, no reinado de D. Dinis, veio para Portugal ensinar a arte de navegar”.

“O edifício integra um empreendimento de turismo em espaço rural que proporciona aos visitantes a oportunidade de experienciar a vida numa quinta tipicamente transmontana, do distrito de Bragança”, acrescenta.

O despacho da classificação foi concluído em março de 2021 e destaca que “o Solar das Arcas constitui um dos mais importantes exemplares da casa nobre setecentista transmontana e um testemunho bem característico das residências senhoriais e citadinas barrocas, desenvolvidas em comprimento, com capela privada numa das extremidades da fachada.” 

A capela é, também, um elemento de destaque, com o seu “notável retábulo-mor rocaille, em talha dourada e policromada”, como descreve a decisão da classificação, salientando que “merece também referência o jardim, igualmente de risco erudito e requintado, que constitui um espaço de lazer hoje particularmente raro em Trás-os-Montes”.

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