
Escolher o destino certo não se resume apenas a preferências culturais ou paisagens inesquecíveis. Para muitas mulheres, o fator segurança é determinante. Um estudo recente, elaborado pelos investigadores e jornalistas Asher e Lyric Fergusson, apresenta um panorama abrangente acerca dos países mais seguros — e os menos aconselháveis — para mulheres que viajam sem companhia.
Asher e Lyric são um casal de jornalistas, atualmente radicados nos Estados Unidos, que já publicaram artigos em revistas como a National Geographic, Travel+Leisure ou Forbes, e nos jornais New York Times ou The Guardian. Através da plataforma Asher & Lyric, criaram um espaço de investigação e análise dedicado ao turismo responsável, oferecendo guias de segurança e conselhos práticos para viajantes de todo o mundo. Longe do sensacionalismo ou de abordagens superficiais, as suas investigações aprofundam fatores concretos que afetam diretamente a experiência de viagem.
Com formação em jornalismo, análise de dados e comunicação digital, o casal desenvolveu diversos índices de segurança em viagem, incluindo o Women's Danger Index — um estudo pensado especificamente para mulheres que viajam sozinhas. A criação do Women's Danger Index não se baseou apenas em opiniões ou experiências individuais. Asher e Lyric recorreram a fontes como a Organização Mundial da Saúde (OMS), Banco Mundial, Nações Unidas e Gallup World Poll para compilar dados comparáveis sobre 50 destinos turísticos populares.
Confira os 10 países mais seguros para mulheres viajantes na galeria abaixo:
Estes países destacam-se pela combinação de baixas taxas de criminalidade violenta, boas infraestruturas, e sociedades em que a igualdade de género é promovida tanto em políticas públicas como no quotidiano.
O índice avalia e classifica os países com base em oito indicadores-chave:
- Segurança ao caminhar sozinha à noite: Percentagem de mulheres que se sentem seguras a circular sozinhas após o anoitecer.
- Taxa de homicídios femininos intencionais: Número de assassinatos de mulheres por 100.000 habitantes.
- Violência sexual por não-parceiros: Percentagem de mulheres que relataram abusos sexuais cometidos por alguém fora do círculo íntimo.
- Violência por parceiros íntimos: Percentagem de mulheres vítimas de violência física ou sexual dentro de relações amorosas.
- Discriminação legal: Existência de leis que formalizam a desigualdade entre homens e mulheres.
- Desigualdade de género: Disparidades de género em educação, economia, saúde e política.
- Índice de desigualdade de género: Métrica global que combina indicadores sociais e económicos.
- Atitudes em relação à violência doméstica: Percentagem da população que considera aceitável a violência contra mulheres em determinadas circunstâncias.
A soma destes fatores gerou uma classificação global, permitindo perceber que destinos oferecem mais garantias de segurança para mulheres e quais levantam alertas significativos, ao contrário da lista abaixo, que mostra os países menos seguros para mulheres viajantes. Nesta lista, a combinação de elevados índices de violência sexual, discriminação legal e perceções culturais que legitimam a violência de género tornam estes destinos particularmente desafiantes para mulheres que viajam sozinhas.
Ainda que cada viagem seja uma experiência individual e cada contexto local tenha as suas nuances, o Women's Danger Index oferece uma base sólida para decisões mais informadas, contudo, reúna o máximo de informação possível antes de viajar. Opte por destinos onde a segurança e o respeito pelas mulheres são prioridades, permitindo que a experiência de viajar sozinha seja, acima de tudo, libertadora.
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